SÍTIO DE APOIO À DOCÊNCIA

UTAD, Vila Real, 2003

 

PSICOLOGIA SOCIAL

 

UNIDADE TEMÁTICA 03

FORMAÇÃO E MUDANÇA DE ATITUDES

 

OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM

 

       Definir atitude

       Definir e identificar os três componentes das atitudes

       Comparar e contrapor as teorias relativas às atitudes: aprendizagem, consistência cognitiva e incentivo

       Analisar em detalhe a teoria da dissonância cognitiva

       Apresentar uma visão detalhada da teoria da auto-percepção de Bem

       Fornecer uma resposta detalhada à questão: “como podem as atitudes das pessoas ser medidas?”

       Apresentar um modelo de persuasão baseado no trabalho do pioneiro Carl Hovland

       Enumerar as características do comunicador que afectam a sua credibilidade

       Explicar como é que o conteúdo real da mensagem está relacionado com a mudança de atitude que produz

       Analisar como as características do receptor de uma mensagem podem afectar a sua reacção à mesma

       Sumariar os factores que afectam a relação entre as atitudes e o comportamento

       Descrever em detalhe o modelo de acção reflectida das ligações entre as atitudes e o comportamento

       Analisar em detalhe o modelo combinado da relação atitude-comportamento proposto por Eagly e Chaiken

 

DEFINIÇÃO DE ATITUDE

Tendência ou predisposição adquirida e relativamente estável para agir, pensar ou sentir de uma determinada forma (positiva ou negativa) face a um objecto, pessoa, situação, grupo social, instituição, conceito ou valor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNÇÃO DAS ATITUDES

       Que funções podem desempenhar as atitudes nas nossas vidas?...

w    Favorecem o processo de tomada de decisão

    Função avaliativa

w    Guiar ou controlar os comportamentos, mas...

w    Facilitam a adaptação à realidade

    Ajudam a definir grupos sociais

    Função instrumental

    Função ideológica

    Função de separação

w    Contribuem para a estabilização da personalidade

    Estabelecimento das nossas identidades

w    Podem determinar o modo como pensamos, sentimos e agimos

 

MEDIÇÃO DAS ATITUDES

       As atitudes são susceptíveis de serem medidas, de ser avaliada a sua direcção e intensidade, o que permite efectuar comparações entre os indivíduos e os grupos

       Artigo de Thurstone, em 1928: “as atitudes podem ser medidas”

       Uma revisão da literatura referiu haver mais de 500 métodos para determinar a atitude de um indivíduo (Fishbein & Ajzen, 1972)

       Podem ser medidas directa ou indirectamente

       Medidas verbais, fisiológicas ou comportamentais

       Dificuldades metodológicas: possibilidade das respostas serem influenciadas pelo contexto, pela ordem e formulação dos itens, pelo humor da pessoa que responde, pela desejabilidade social e, mesmo, pela intenção deliberada de mentir por parte dos sujeitos

 

ESCALAS DE ATITUDES

       São dispositivos ou técnicas para avaliar (medir) o grau, a intensidade e a direcção das atitudes com base em opiniões (medem expressões verbais de afecto, de crenças e relativas a acções)

       Técnicas estruturadas de papel e lápis com preocupações psicométricas

       Baseiam-se no princípio segundo o qual podemos medir as atitudes através das crenças, opiniões e avaliações dos sujeitos acerca de um determinado objecto (auto-descrição do posicionamento individual)

       Têm como finalidade fornecer informações que permitam a medição de atitudes. Estas correspondem a fenómenos psicológicos importantes susceptíveis de ser medidos quantitativamente

       Existem diferentes procedimentos de construções de escalas

 

TEORIAS DAS ATITUDES

TEORIA DA APRENDIZAGEM

       Os processos de aquisição das atitudes são idênticos aos de outros hábitos

       As pessoas aprendem informações e factos acerca dos diferentes objectos das atitudes, aprendendo igualmente os sentimentos e os valores associados a esses mesmos factos

       Os indivíduos expõem-se passivamente a estímulos

       Processos

w     Associação

w     Reforço e punição

w     Imitação

       Métodos de aquisição ou modificação das atitudes

w     Aprendizagem do conteúdo da mensagem

w     Transferência do afecto

 

TEORIAS DAS ATITUDES

CONSISTÊNCIA COGNITIVA

       Defende que as pessoas se esforçam para obterem a coerência e o sentido das suas cognições

w     Esforço para tornarem consistentes as suas crenças e valores

w     Procuram minimizar a eventual inconsistência de uma nova cognição

TEORIA DO EQUILÍBRIO

       Considera a consistência entre os afectos no seio de um sistema cognitivo simples possuído por uma pessoa

w     Ajustamento e manutenção de relações equilibradas entre as pessoas (uma pessoa, a outra pessoa e o objecto da atitude)

w     Principal motivo que leva as pessoas a procurarem o equilíbrio: desejo de obterem percepções harmoniosas, simples, coerentes e significativas das relações sociais

w     Tendência para as configurações desequilibradas mudarem até se tornarem equilibradas

w     Princípio do mínimo esforço: as pessoas mudarão as relações afectivas o melhor que puderem para produzirem um sistema equilibrado

 

 

 

 

TEORIAS DAS ATITUDES

CONSISTÊNCIA COGNITIVA

TEORIA DA DISSONÂNCIA COGNITIVA (Festinger, 1957)

       Dissonância traduz um estado motivacional aversivo que ocorre quando o nosso comportamento é inconsistente com as nossas atitudes

w     Dissonância e decisão: após tomarmos uma decisão, todos os aspectos positivos da alternativa não escolhida e todos os aspectos negativos da alternativa escolhida são inconsistentes com a decisão. Assim, para reduzir a dissonância após a tomada de uma decisão, existe uma tendência para aumentar a preferência pela alternativa escolhida e diminuir a preferência pela alternativa que não foi objecto de escolha

 

TEORIAS DAS ATITUDES

CONSISTÊNCIA COGNITIVA

TEORIA DA DISSONÂNCIA COGNITIVA (Festinger, 1957)

w    Comportamento contra-atitudinal (comportamento discrepante com a atitude)

w    Ameaças: uma maior ameaça produz uma menor dissonância e uma menor mudança de atitude

w    Escolha: com livre escolha, mais mudança de atitude é produzida com menos incentivo

w    Compromisso irrevogável: quando uma pessoa se sente irremediavelmente comprometida num certo curso da acção, a dissonância promove mudança de atitude

w    Consequências previsíveis

w    Responsabilidade pelas consequências

w    Esforço

 

TEORIAS DAS ATITUDES

TEORIA DA AUTO-PERCEPÇÃO (Bem, 1967)

       Inferimos as nossas atitudes a partir do nosso próprio comportamento e das circunstâncias nas quais este comportamento ocorre

w    Efectua as mesmas predições que a teoria da dissonância acerca do comportamento discrepante com a atitude, nomeadamente que quanto mais incentivo as pessoas têm para se envolverem num comportamento contra-atitudinal, menos provável se torna que mudem as suas atitudes

w    As atitudes são concebidas como débeis, ambíguas ou difíceis de interpretar, pelo que temos que recorrer à nossa conduta para interpretá-las

 

TEORIAS DAS ATITUDES

TEORIA DA EXPECTATIVA-VALOR

       Assume que as pessoas adoptam uma posição baseada na avaliação reflectida dos valores dos seus possíveis efeitos

w    As pessoas consideram a probabilidade dos efeitos possíveis

TEORIA DA RESPOSTA COGNITIVA

       Explica as atitudes e os processos de mudança de atitudes através dos pensamentos que as pessoas geram em resposta às comunicações persuasivas

w    Pessoas reagem com pensamentos positivos ou negativos

w    Mudança de atitude depende do modo e do tipo de contra-argumentação gerada

 

 

 

 

 

 

RELAÇÃO ENTRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS

PERSUASÃO

      O COMUNICADOR

w    Quanto mais favoravelmente a pessoa avalia o comunicador, mais provável se torna que avalie a comunicação favoravelmente e que modifique as suas atitudes na direcção da comunicação

w    As avaliações favoráveis dos comunicadores resultam:

    Credibilidade (competência e integridade)

    Atractividade

    Relação com grupos de referência

    Ausência de desacreditação da fonte

    Sugestões periféricas emitidas

 

RELAÇÃO ENTRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS

PERSUASÃO

      A COMUNICAÇÃO

w    Um grande número de variáveis inerentes à própria comunicação tem importantes efeitos no grau pelo qual as pessoas são persuadidas pela mesma

    Comunicações moderadamente discrepantes

    Argumentos fortes versus argumentos fracos

    Questões retóricas

    Repetição

    Indícios periféricos e características da mensagem

    Distorção da mensagem

    Rejeição sem razão aparente

 

RELAÇÃO ENTRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS

PERSUASÃO

      O ALVO

w    A possibilidade do alvo ser persuadido é influenciada por todo um conjunto de variáveis:

    Estimulação da agressividade

    Estimulação do medo

    Envolvimento do Eu

s    Compromisso: envolvimento pessoal (-)
s    Relevância pessoal do tema (+)
s    Aprovação ou desaprovação social da resposta atitudinal (+-)

    Factores da personalidade

s    Autoritarismo/dogmatismo
s    Ansiedade
s    Locus de controlo
s    Necessidade de isolamento
s    Auto-estima

 

RELAÇÃO ENTRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS

PERSUASÃO

      A SITUAÇÃO

w   O contexto geral pode influenciar o sucesso das tentativas de persuasão

    Estar comprometido com uma determinada posição e saber que vai ser exposto a uma comunicação discrepante

    Estar precavido relativamente aos intentos do persuasor

    Distracção

    Inoculação

s    Aumentar a resistência do indivíduo às comunicações persuasivas

 

RELAÇÃO ENTRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS

       A relação atitude-comportamento é um tema controverso desde os anos 30

w    As atitudes não são causa nem predizem  o comportamento, uma vez que as correlações entre as duas variáveis são fracas

    Investigação de LaPiere (1934): pretensa discrepância entre atitude e comportamento

    Meta-análise de Wicker (1969): numa revisão de 42 estudos foi encontrada uma correlação média de .15

       Imprescindível compreender os processos psicológicos que medeiam a relação entre atitudes e comportamentos

       As atitudes representam apenas uma das várias classes de variáveis que condicionam os comportamentos

 

RELAÇÃO ENTRE ATITUDES E COMPORTAMENTOS

       Factores que aumentam a consistência atitude-comportamento

w    Força da atitude

w    Estabilidade da atitude

w    Acessibilidade da atitude

w    Relevância das atitudes para o comportamento

w    Saliência da atitude

       Factores que reduzem a influência das atitudes no comportamento

w    Raciocinar acerca das suas próprias atitudes

w    Pressões situacionais

w    Alvo da atitude: membro de uma categoria atípica

 

PRINCÍPIO DE COMPATIBILIDADE OU CORRESPONDÊNCIA (Fishbein & Ajzen, 1975; Ajzen, 1988)

       O nível de correlação obtido depende do grau de compatibilidade entre atitude e comportamento

w     Atitude e comportamento devem ser definidos a um equivalente nível de especificidade (ou generalidade) de modo a obterem-se correlações relativamente altas

w     Ainda que uma atitude geral (ex.: atitude para com a religião) seja tipicamente fraca preditora de um comportamento específico (ex.: frequentar um serviço religioso num determinado dia), tal atitude é relativamente boa preditora da tendência geral para uma pessoa se envolver em comportamentos relevantes para o objecto da atitude (ex.: envolvimento em comportamentos religiosos)

w     De igual modo, atitudes específicas tendem a ser boas preditoras de comportamentos específicos

w     Emparelhamento das medidas de atitude e comportamento com respeito à acção, alvo, contexto e tempo

 

 

 

 

TEORIA DA ACÇÃO REFLECTIDA

       Modelo do comportamento volitivo (Fishbein & Ajzen, 1975)

       Sugere que a causa próxima do comportamento é a intenção da pessoa em envolver-se no mesmo, isto é, as atitudes influenciam o comportamento através da sua influência sobre as intenções

       A teoria assume que as pessoas formam as suas intenções reflectindo acerca das suas atitudes e das suas normas subjectivas, formam as suas atitudes reflectindo acerca das consequências do seu comportamento e formam as suas normas subjectivas reflectindo sobre a aprovação ou desaprovação dos outros significativos em relação ao seu comportamento

 

TEORIA DA ACÇÃO REFLECTIDA

      Omissões do modelo na determinação das intenções:

w    Obrigação moral percebida, ou seja, as crenças pessoais dos indivíduos relativamente ao que é certo ou errado (Schwartz & Tessler, 1972)

w    Aspectos centrais da auto-identidade

w    Influência do comportamento passado (Bentler & Speckart, 1979)

w    Hábito ou sequências automáticas de comportamentos (Triandis, 1977, 1980)

w    Comportamentos que requerem capacidades, habilidades, oportunidades e colaboração dos outros (Liska, 1984)

 

 

 

 

 

 

ASPECTOS CONCLUSIVOS

       A relação entre atitudes e comportamentos é melhor compreendida se situarmos as atitudes no contexto de outros factores psicológicos que também determinam os comportamentos e se atendermos ao princípio de correspondência

       Existe hoje um considerável conhecimento da rede de relações entre atitudes, comportamentos e outras variáveis

       Efeitos recíprocos entre atitudes e comportamentos

w     Tendo em conta os pontos anteriores, podemos considerar que se tem produzido suficiente evidência de que as atitudes determinam o comportamento

w     Por outro lado, os comportamentos em que nos envolvemos também se tornam determinantes das nossas atitudes (Bem, 1972)

 

 

ANEXO

TÉCNICAS DE MEDIÇÃO DE ATITUDES

 

MEDIÇÃO DAS  ATITUDES
 ANÁLISE DE CONTEÚDO DAS COMUNICAÇÕES

       Inferir atitudes a partir de diferentes tipos de documentos escritos: mais de 700 cartas enviadas e recebidas por imigrantes polaco, cópias de um jornal polaco e histórias de vida (Thomas & Znaniecki, 1918)

w     Procuravam identificar atitudes que permitissem compreender o comportamento dos imigrantes polacos

w     Problema de fidelidade e validade, uma vez que não recorrem a instrumentos específicos ou a escalas de medida

       Eiser (1983) propôs que um exame cuidadoso das palavras revestidas de emoções que as pessoas utilizam em entrevistas podem fornecer indicações sobre atitudes subjacentes

 

MEDIÇÃO DAS  ATITUDES
 ESCALA DE AVALIAÇÃO COM UM ITEM

      Método económico de medir uma atitude em estudos com carácter representativo como as sondagens de opinião

      Formula-se uma questão ligada a uma escala de avaliação com diversos graus: desde “discordo totalmente” (1) até “concordo totalmente” (=6)

      A potencial falta de fidelidade constitui um problema incontornável deste tipo de medida

 

MEDIÇÃO DAS  ATITUDES
ESCALA DE DISTÂNCIA SOCIAL (Bogardus, 1925)

       Mede o grau de distância que uma pessoa deseja manter nas relações com pessoas de outros grupos (atitudes étnicas)

       À direita de cada uma das sete proposições propostas coloca-se um número (1 a 7) que indica o grau de distância social representado por cada proposição (1=casamento; 7=exclusão do país)

       É questionável a linearidade da escala e os seus intervalos desiguais

       Não é evidente a suposição de igualdade de distância entre os pontos da escala

       Alguma evidência positiva da validade da escala (Alexandre, 1971)

 

MEDIÇÃO DAS  ATITUDES
ESCALA (INTERVALAR) DE THURSTONE (1928)

       Há um continuum psicológico de afecto ao longo do qual se podem situar os indivíduos, pelo que Thurstone procurou desenvolver uma técnica para localizar os indivíduos ao longo deste continuum

       Caracteriza a atitude do sujeito através do seu posicionamento face a estímulos (proposições) previamente cotados, sendo a atitude do sujeito representada por um número entre 1 e 11

       Centra-se na procura de objectividade na cotação das proposições face às quais os sujeitos apenas têm de assinalar a sua concordância ou não concordância

       A objectividade da cotação é garantida pelo trabalho de avaliação dos juízes ( proposições dispostas em categorias que iam das mais favoráveis até às menos favoráveis e eram numeradas de 1 a 11). O valor da categoria é a mediana

       Critérios na construção de uma escala intervalar:

w     critério de ambiguidade (eliminação das proposições com mais variância na classificação)

w     critério de irrelevância (eliminação das que não apresentem variação entre sujeitos com atitudes diferenciadas)

 

MEDIÇÃO DAS ATITUDES
ESCALA DE LIKERT (1932)

       Centra o processo nos sujeitos respondentes e prescinde da tarefa de avaliação dos juízes, pelo que os investigadores seleccionam os itens com base na experiência, intuição ou pré-testes

       É dada uma série de perguntas, sendo cada uma delas cotada numa escala de 5 pontos: de forte concordância, concordância, indecisão, discordância, forte discordância

       Os itens que são retidos para formar um score total são apenas aqueles que apresentam uma correlação satisfatória com o score total

       Permite medir a intensidade da atitude do sujeito, a qual é dada pela média do seu posicionamento face ao conjunto das proposições propostas

 

MEDIÇÃO DAS  ATITUDES
 O DIFERENCIADOR SEMÂNTICO
(Osgood, Suci & Tannenbaum, 1957)

       Permite a possibilidade de se medirem diferentes atitudes com a mesma escala, uma vez que os adjectivos são independentes de qualquer variável

       É uma técnica de medida da significação psicológica que têm os objectos ou os conceitos para o indivíduo

       Os sujeitos devem diferenciar num conjunto de escalas bipolares de adjectivos antónimos com sete graus de intensidade, uma série de conceitos saídos de um campo semântico

       A direcção do julgamento pode ser positiva ou negativa e ir de -3 a +3

 

MEDIÇÃO DAS  ATITUDES
ESCALA DE GUTTMAN (Guttman, 1944)

       Parte do pressuposto de que as opiniões podem ser ordenadas segundo a sua “favorabilidade” de modo que a concordância com uma dada afirmação implica concordância com todos os itens que exprimem opiniões mais favoráveis

       Um dado score de atitude só pode teoricamente ser obtido de uma maneira, pelo que conhecendo o score de um indivíduo, então conhecer-se-á o modo como respondeu a cada item da escala

       A atitude é avaliada com base num continuum unidimensional

       As opiniões manifestam-se de forma dicotómica, isto é, escolhas de tipo acordo, desacordo

       Padrões de respostas escalonáveis segundo um modelo ideal de reprodutibilidade

Octávio Gonçalves